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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Escola proíbe mãe de alunos de orar contra a violência na instituição porque suas orações não eram “inclusivas”

Escola proíbe mãe de alunos de orar contra a violência na instituição porque suas orações não eram “inclusivas”
Recentemente uma escola publica de New Hampshire, nos Estados Unidos, proibiu uma mãe de alunos de realizar orações públicas contra a violência na escola. As orações, que eram proferidas nas escadarias da instituição de ensino, foram proibidas sob alegação de que a temática cristã das preces não incluía todos os alunos.
Depois de uma reclamação enviada pela organização ‘Freedom From Religion Foundation’ [FFRF], a Concord High School, escola secundária localizada na capital de New Hampshire, decidiu pedir que Lizarda Urena, mãe de dois alunos da escola, parasse de orar pela paz em frente à escola, o que ela fazia todas as manhãs.
De acordo com o The Christian Post, Urena começou a orar na escadaria da escola em fevereiro, após dois projéteis de armas de fogo terem sido encontrados nos banheiros da instituição. Ela ficava nos degraus em frente à entrada da escola todas as manhãs por cerca de 15 minutos onde, vestida de branco e usando um crucifixo pendurado no pescoço, ela citava versículos da Bíblia e orava pela segurança das crianças.
Após a proibição, Urena disse ao site de notícias norte-americano Concord Monitor que suas orações diárias não eram uma tentativa de doutrinar religiosamente os alunos, mas sim uma forma de levar a eles uma sensação de paz e amor.
- O que eu estou fazendo aqui é pela paz e por amor, porque a Bíblia diz ‘ame a seu próximo como a si mesmo’, e estar aqui simboliza paz e amor e carinho – explicou.
O distrito escolar recebeu uma carta da Freedom From Religion Foundation no início de julho, depois que um dos pais de aluno se queixou na organização, afirmando que Urena estava orando em voz alta e estendendo suas mãos em direção os alunos quando eles entravam no prédio. A carta argumenta que ela estava interrompendo o processo de aprendizagem dos estudantes.
Na carta, a FFRF exortou a escola a fazer com que a mãe interrompesse suas orações matinais, argumentando que “tal ambiente não é propício para educar jovens mentes, e pode até ser hostil para aqueles que discordam com a mensagem emitida por terceiros”.
- Ao permitir que a Sra. Urena ore em voz alta diariamente na entrada da escola, o Distrito Escolar de Concord coloca um “selo de aprovação” na mensagem religiosa contida em suas orações – acrescentou a carta.
O advogado Matthew Sharp, da Alliance Defending Freedom, um grupo legal que protege a expressão religiosa, afirma que a proibição das orações feitas pela escola se enquadra como discriminação.
- Os alunos e membros da comunidade que estão autorizados a entrar no campus tem permissão legal para expressar pontos de vista religiosos – afirmou Sharp a um jornal local, ressaltando que tal liberdade é garantida pela Primeira Emenda da constituição dos Estados Unidos.
Embora a escola tenha concordado com o pedido feito pela FFRF, ainda não foi anunciado se alguma ação judicial contra a decisão será tomada. Porém, Urena afirma que, embora tenha ficado desapontada por ter que parar de orar na escola, ela se sente grata pela oportunidade de orar lá nos últimos meses, e que vai continuar suas orações de paz para os alunos no posto de gasolina em frente à escola ou em sua casa.

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