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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Líder islãmico afirma durante palestra em universidade que Jesus era negro e muçulmano

Líder islãmico afirma durante palestra em universidade que Jesus era negro e muçulmano
O líder do movimento Nação do Islã, Louis Farrakhan, causou polêmica durante uma palestra que ministrou na Universidade A & M, estado americano do Alabama. Falando sobre questões religiosas e raciais, em seu discurso sobre desigualdade racial, o líder religioso afirmou que Jesus era negro e muçulmano.
“Quem te ensinou a odiar os negros? Se foi Deus quem nos fez pretos, com cabelos crespos, nariz largo e lábios grossos? Se eu não gostar de mim, como poderei gostar do Deus que me criou?”, questionou Farrakhan, que disse ainda que não sabe se Jesus era branco, como é normalmente retratado. De acordo com o Yahoo News ele acrescentou ainda que o profeta Elias também era negro.
Lembrando a tradição no feriado judaico de se dizer que o profeta Elias é aguardado em cada residência de família judia na noite de Páscoa, o ministro islâmico disse: “Se Elias batesse na sua porta e você visse que ele era negro, ligaria para a polícia! Por que o povo judeu ficaria tão chocado? Porque não estamos acostumados a aceitar a sabedoria de uma pessoa negra, não importa quão sábia ela possa ser”.
O líder islâmico encerrou fazendo alguns acréscimos à história de Caim e Abel e afirmou: “Quando Caim apresentou sua oferta de lavrador diante de Deus, a Escritura diz que Deus não aceitou. Eu não acredito nisso. Gostaria de fazer uma correção… Eu sou melhor que aqueles que traduziram a Bíblia das línguas originais e a revisaram para se adequar aos seus propósitos! Por que me acho melhor? Porque fui ensinado por Deus”.
Farrakhan já havia se envolvido anteriormente em polemicas com líderes brancos, quando os chamou de “seres humanos em potencial, mas ainda não totalmente evoluídos” e disse que os grupos judaicos são seguidores da “sinagoga de Satanás”.
Depois das declarações do líder do Nação do Islã, religiosos presente na palestra pediram que a universidade reconsiderasse e não mais fizesse convite a Farrakhan para seus eventos.
Fonte: Gospel+

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