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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cresce nos EUA o movimento religioso que mistura cristianismo e islamismo conhecido por ‘Chrislam’

Adeptos do sincretismo utilizam a Bíblia e o Alcorão.
“Chrislam, como o nome sugere, é um movimento crescente em que alguns cristãos estão tentando encontrar um terreno comum com os muçulmanos”, explica o teólogo Bill Muehlenberg.
O sincretismo religioso foi fundado na Nigéria em 1980, por um homem chamado Tela Tella. Segundo ele, um anjo de Deus veio até ele e incumbiu-lhe da missão.
O ‘Chrislam’ ganhou um impulso significativo, uma vez que a semente foi plantada há quase três décadas. No início deste ano as comunidades cristãs em Dallas, Chicago, Washington DC, e em outras cidades, Alcorões foram colocados ao lado das Bíblias, no banco as igrejas,  e houve pregações pregou sobre o profeta Maomé.
Os ‘chrislamistas’ possuem algumas semelhanças que os une, como por exemplo, o monoteismo – adoração a uma só divindade. Os cristãos, a Deus, e os islamitas, a Alá.
O adeptos do ‘Chrislam’ defendem pontos comuns, como por exemplo, a menção a Jesus no Alcorão, feita 25 vezes, bem como os ensinamentos congruentes sobre moral e ética. Ao identificar esses supostos paralelos, os proponentes acreditam que estão desenhando uma espada espiritual contra o ateísmo e o politeísmo, resolvendo assim, um conflito mortal no Ocidente.
Vários cristãos estão rejeitando o movimento. Tim Forsthoff, pastor sênior da Igreja Cornerstone em Highland, Michigan, é um dos muitos a falar contra ele. ”Nós não somos irmãos daqueles que rejeitam a Cristo. Nós não somos parte da família de Deus com aqueles que negam a morte e ressurreição de Jesus Cristo”, ressalta.
Paul L. Williams, um jornalista, escritor e professor, culpa o ideal do multiculturalismo para a disseminação bem sucedida do ‘Chrislam’. Para ele, a maioria dos cristãos acha que o multiculturalismo e diversidade são as melhores coisas para os EUA. Em alguns púlpitos americanos de hoje, falar-se contra a diversidade é um pecado, ressalta Paul.
“As pessoas têm sido levados a acreditar que todas as culturas são iguais, que todas as religiões são iguais. O primeiro erro é abraçar  as diferentes culturas “, disse Paul Williams. ”[Muçulmanos] estão entrando e convertendo os cristãos”, enfatizou.
Fora dos EUA,  o movimento também tem procurado avançar. Em junho deste ano cartazes surgiram em Sidney, Austrália, carregando o slogan “Jesus: um profeta do Islã. A campanha publicitária foi conduzida pelo grupo islâmico “MyPeace”, que defende a inter-relação entre cristãos e muçulmanos.
O grupo alegou que o objetivo não era ofender os cristãos, mas mostrá-los que os seguidores do Islã também seguem os ensinos de  Jesus.
Recentemente o pastor Rick Warren, autor do livro ‘Igreja com Propósitos’,  foi acusado de ter ligações com este movimento nos EUA, mas por meio de seu perfil no Twitter ele afirmou que os boatos eram falsos.
“Só um tolo crê em tudo o que ouve”, enfatizou ele, citando Provérbios 14:15.
No Líbano, uma frase escrita no site do Comitê de Diálogo Nacional Islâmico-Cristão sintetiza a filosofia do movimento:
“Nós somos irmãos, somos uma família de Deus. Nenhum de nós é melhor do que o outro em seus olhos. Ele nos ama tanto. O futuro só pode ser ganho contra o  mal  por todos nós em pé, fortes e juntos. “

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