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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

BOMBA EM IGREJA NO EGITO, MATA 21 CRISTÃOS

Bomba em igreja mata 21 e põe Egito em alerta

Ministro do Interior egípcio culpa Al-Qaeda por atentado em Alexandria; protestos de centenas de cristãos terminam em confronto com policiais.

A explosão de um carro-bomba matou ontem pelo menos 21 pessoas e feriu 97 em meio a centenas de cristãos que se concentravam na frente de uma igreja para uma missa de ano-novo em Alexandria, no Egito. O atentado, atribuído por autoridades locais à rede terrorista Al-Qaeda, provocou protestos e choques entre fiéis e policiais. Trata-se do maior ataque contra cristãos no país na última década.

O ministro do Interior do Egito culpou "estrangeiros" pelo ataque, enquanto o governador de Alexandria atribuiu a ação ao braço da Al-Qaeda no país. A rede terrorista tem ameaçado regularmente a minoria cristã no país, o que levou ao cancelamento de cerimônias religiosas no fim do ano. O governo egípcio sustenta que o grupo terrorista não tem força dentro do país.

A explosão do carro-bomba por um suicida, cerca de meia hora depois da chegada de 2011, desencadeou uma série de protestos. Durante o dia, cristãos egípcios marcharam contra o governo, a quem acusavam de cumplicidade diante da perseguição. Cristão foram alvo de disparos no Natal. "Agora a briga é entre cristãos e governo, não entre muçulmanos e cristãos", disse uma cristã, enquanto centenas de manifestantes atiravam pedras contra policiais no entorno da igreja. A polícia respondeu com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

Segundo um dos padres que trabalha na igreja, Mena Adel, cerca de mil pessoas estavam no local no momento da explosão. A missa havia recém acabado e os fiéis ainda deixavam o prédio. O porta-voz do Ministério da Saúde, Abdel-Rahman Shahine, disse que entre os feridos estavam três policiais que protegiam o templo.

Egito acusa terroristas estrangeiros por ataque que matou 21 cristãos

A explosão que matou ao menos 21 pessoas em frente a uma igreja cristã em Alexandria, no norte do Egito, após uma missa para celebrar o Ano-Novo, é obra de "mãos estrangeiras", denunciou neste sábado o presidente egípcio, Hosni Mubarak, em pronunciamento transmitido pela TV.

Ele prometeu vencer o "terrorismo cego". "Todo o Egito é alvo, o terrorismo cego não faz diferença entre coptas [cristãos egípcios] e muçulmanos", disse Mubarak, acrescentando que "vamos cortar a cabeça da víbora, enfrentar o terrorismo e vencê-lo".
Em entrevista à TV estatal, o governador de Alexandria, Adel Labib, acusou a rede Al Qaeda de planejar a ação, sem fornecer mais detalhes.
Trata-se de um dos atentados mais sangrentos ocorridos no Egito nos últimos anos, sendo o mais grave contra a comunidade cristã do país, que representa 10% da população. Ao menos 79 pessoas ficaram feridas.
A igreja copta representa uma das crenças orientais mais antigas do mundo, sendo governada pelo atual líder --o papa Shenouda 3º-- ao lado de seu sínodo.
ATAQUE
O atentado deste sábado foi perpetrado contra a Igreja dos Santos, no bairro de Sidi Bishr, a 0h15 do horário local, quando havia cerca de mil fiéis dentro do local religioso.
Restos mortais das vítimas ficaram espalhados pela rua onde aconteceu o atentado, que danificou edifícios próximos, como uma mesquita situada em frente ao templo cristão.
Devido às eleições presidenciais marcadas para setembro, o Egito reforçou a segurança nas áreas próximas a igrejas, proibindo que carros sejam estacionados em frente a elas. A medida foi tomada depois que grupos ligados à Al Qaeda no Iraque ameaçaram atacar igrejas cristãs no Egito.
Nas últimas semanas, organizações terroristas iraquianas vinculadas à Al Qaeda perpetraram vários ataques contra cristãos do país, em protesto pelo suposto desaparecimento de duas mulheres egípcias que eram cristãs e se converteram ao islã.
Não foram encontrados no local os destroços de um carro-bomba, o que sugere que a explosão deve ter sido ocasionada "por um suicida que se misturou aos fiéis e morreu entre eles", segundo comunicado divulgado pelo Ministério do Interior egípcio. Anteriormente, havia sido divulgado que se tratava de um carro-bomba.
CRÍTICAS
O atentado foi condenado pelo papa Bento 16; pelo presidente dos EUA, Barack Obama; pela alta representante da União Europeia, Catherine Ashton; e pelo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.

O grupo xiita libanês Hizbollah também condenou o ataque como "um complô contra a diversidade religiosa".

"Este gesto vil de morte, como aquele de colocar bombas perto das casas de cristãos no Iraque para forçá-los a partir, ofende a Deus e a toda a humanidade", disse o papa Bento 16.

PROTESTOS
Centenas de coptas organizaram protestos nas ruas durante a madrugada deste sábado.

Durante as manifestações nas ruas, alguns grupos de coptas e muçulmanos lançaram pedras uns contra os outros, e carros foram incendiados. Os cristãos são cerca de 10% dos cerca de 79 milhões de habitantes do país, de maioria muçulmana.

A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Dezenas de homens foram destacados neste sábado para reforçar a segurança.

AL QAEDA

A rede terrorista Al Qaeda no Iraque tem feito uma série de ameaças contra cristãos. A última, pouco antes do Natal, levou a comunidade cristã iraquiana a cancelar a maior parte das comemorações da data. Em outubro, militantes atacaram uma igreja em Bagdá, matando 68 pessoas.

A rede terrorista ameaçou mais ataques, e relacionou a violência a duas cristãs egípcias que supostamente se converteram ao Islã para se divorciarem, o que é proibido pela Igreja Copta. As mulheres foram isoladas pela Igreja, levando a repetidos protestos de linha-duras muçulmanos no Egito que acusam a igreja cristã de aprisionar as mulheres e forçá-las a renunciar ao Islã. A igreja nega a acusação.

Os últimos grande ataques terroristas no Egito foram entre 2004 e 2006, quando ataques com bombas --incluindo alguns homens-bomba-- atingiram três resorts turísticos na península de Sinai, matando 125 pessoas. Os ataques inicialmente levantaram alegações sobre a participação da Al Qaeda, mas o governo insistiu em culpar os extremistas locais.


Data: 3/12/2011
Fonte: Estadão e Folha Online


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